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Por Iracema Guisoni

Em uma época de tanta polarização e conflitos o filme Humano abriu espaço esta semana para uma reflexão profunda do quanto somos parecidos, apesar de todas as diferenças que insistimos em focar. O documentário, que assisti na 11ª Mostra Cinema e Direitos Humanos de Florianópolis e está disponível na internet e no Netflix, é uma grande teia de histórias que trata as profundezas da alma humana a partir de entrevistas com mais de duas mil pessoas de 60 países.

Em busca da essência do humano o diretor francês Yann Arthus-Bertrand dá voz a homens, mulheres e até mesmo crianças de diferentes culturas e realidades incluindo condenados à pena de morte, refugiados, camponeses, aborígenes, homossexuais,  agressores e vítimas.

As histórias apresentadas contrapõem diferentes visões de mundo, mostrando como varia o entendimento que cada um pode ter daquilo que faz de nós seres humanos. As entrevistas contam sobre todos os assuntos, do amor e o sentido da vida à busca pela felicidade. E abordam também os grandes problemas da humanidade como pobreza, guerra, preconceito e consumismo.

Humano é um convite para um olhar para a complexidade do ser humano e todas as suas formas de impactar o mundo. É uma coleção de histórias e imagens do nosso mundo. É um diálogo entre o individual e o coletivo. O filme parte da força dos depoimentos dos entrevistados em close à frente de um fundo negro, para imagens aéreas que mostram a intervenção do homem em nosso planeta e suas diferentes culturas.

No site oficial do filme Arthus-Bertrand faz questão de compartilhar sua inspiração: “Sou um homem entre sete bilhões de outros. Nos últimos 40 anos, estive fotografando o nosso planeta e a diversidade humana e percebi que nem sempre temos conseguido viver juntos. E por que isso acontece?” Ele não buscou respostas em estatísticas ou análises, mas no próprio homem.

Humano nos apresenta um caleidoscópio importante, que fomenta compreensão, compaixão e múltiplos olhares e reflexões. Perfeito e imprescindível. Um filme pra assistir desarmado e, de coração aberto. Afinal, nada do que é humano nos deveria ser estranho.

 

 

 

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